Now Playing Tracks

Eu sei que não sei fazer cafuné direito, eu sei que tô sempre com o cabelo desarrumado, só atraio confusão e não costumo escolher as melhores roupas. Eu sei que as vezes eu erro, tenho minhas crises existenciais e aquele medo exagerado de perder. Eu sei que de vez em quando eu colo em você, que quando brigo sou criança. Eu sei que minhas piadas não são lá tão engraçadas, que meu humor não é sempre dos melhores e que meu jeito é todo desajeitado. Eu sei que sou torto, do avesso e as vezes idiota pra caralho. Mas por favor, não desiste de mim não. A gente combina, pode acreditar. Vai dar certo. Tem de ter, pelo menos, um motivo pros meus dedos encaixarem tanto nos teus. Agora, pelo menos dessa vez, eu vou fazer com que dê tudo certo. Confia em mim. Mas por favor, não desiste desse meu jeito desajeitado de ser.
Pedro Rocha.   (via cerejeiro)

(Fonte: nthngsrl)

Nessa noite, sentado à máquina de escrever, servi-me de dois drinques, bebi os dois, fumei três cigarros, ouvi a Terceira de Brahms no rádio, e então compreendi que precisava de alguma coisa para me ajudar a mergulhar no argumento. Disquei o numero de Pinchot. Ele estava.
- Alô?
- Jon, é Hank.
- Hank, como vai?
- Ótimo. Escuta, eu aceito os dez.
- Mas você disse que um adiantamento pode atrapalhar seu processo de criação.
- Mudei de ideia. Não houve processo de criação.
- Quer dizer…?
- Quer dizer que já tenho a coisa na mente, mas ainda não pus no papel.
- Que tem em mente?
- É sobre um bêbado. Fica dia e noite sentado num bando de bar.
- Acha que alguém vai se interessar por um cara desses?
- Escuta, Jon, se eu fosse me preocupar com o que as pessoas se interessam, jamais escreveria coisa alguma.
Charles Bukowski, Hollywood. (via cerejeiro)
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